terça-feira, 14 de outubro de 2014
E S T R E I A ( ZEQUINHA DE ABREU)
E impossível não
ficar ansiosa na véspera
de uma estreia, ainda
mais quando se
ficou um longo
tempo afastada.
Graças a confiança
do meu amigo
e par romantico em tantos
filmes CARLO MOSSY, vejo-me de
volta ao sete
de uma filmagem,
e me dou
conta que este
realmente e o
meu lugar.
Pergunto-me como consegui viver longe
das telas por tanto tempo!
E chego a conclusão que não
estava vivendo de
verdade , estava sim
encantada com as
coisas do dia a
dia de
uma dona de
casa , com marido
inteligente, gentil, carinhoso, e que
eu amo muito,
com um filho
lindo que me
encanta a cada
conquista, o nascimento
do meu primeiro
neto, lindo, de três
anos , o nascimento do
segundo , que nasceu
prematuro precisando de
muitos cuidado e
atenção, mas que
agora com cinco
meses esta forte
e saudável graças
a Deus, coisas
que pra mim fazem parte
de um novo
aprendizado, um turbilhão
de emoções.
Analisando tudo
isso, me dei
conta que tudo
tinha caído numa
rotina e eu
estava como que
presa nessa bolha
encantada, ai vem o MOSSY
e me convida
para encarnar a
DURVALINA mulher de
um grande compositor, que mesmo
tendo nascido numa
pequena cidade no
interior de São
Paulo , atravessou fronteiras
e se lançou no
mundo sendo hoje
o mais tocado (depois de Vila Lobos) no mundo inteiro. ZEQUINHA DE ABREU, compositor,
maestro, arranjador, e um brilhante interprete,
tocando quase todos os instrumentos, emfim um
gênio da musica
popular brasileira, pouco
valorizado em seu
pais.
Aceitei de imediato,
sem nenhuma duvida ,
mergulhei nesse trabalho
com todas as minhas
forças, confiante que
poderia interpretar novamente,
me entregar a uma nova
personagem com generosidade
e principalmente com toda
a minha energia a tanto
tempo canalizada para
outra coisa, não
que essa outra
vida seja menos
importante, afinal e
o meu porto
seguro, onde sempre serei
recebida pela minha
família maravilhosa que eu
amo tanto e
principalmente pelo meu
marido, meu companheiro
e cumplice de tantos anos
de braços abertos
cheios de amor
e carinho, a
quem posso contar
e confidenciar qualquer
coisa, e que
sempre me deu
a liberdade de
quebrar a cabeça
quantas vezes me
aventurar em uma
nova jornada errada, decepcionante que
estará sempre pronto
a fazer os
curativos e remendos
necessários para curar
as minhas feridas.
Mas para viver feliz eu
Rossana Ghessa preciso
dos dois,
Depois de todas
essa reflexões , desperto
chegando a Viracopos,
eu , LEONARDO ARENA (ZEQUINHA DE ABREU) E Vitoria Regia Matos mãe
de Leonardo que
nos acompanha, o
carro da prefeitura
de Santa Rita
do Passa Quatro
está a nossa
espera com o
simpático João no
volante vamos tomar
um café enquanto
esperamos a chegada
de KATHIA D’ANGELO e LUCIA
ALVES e ENOLY LARA que vieram em
outro voou.
Todos acomodados no
carro vamos rumo
a uma noite
de gala promovida
pela Prefeitura de
Santa Rita dentro
das festividades que
acontece todo ano, SEMANA
ZEQUINHA DE ABREU, este
ano a atração
principal dessa
grande festa e
o filme SÓ
PELO AMOR VALE A
VIDA.
No caminho a
percorrer 140 km, paramos
num simpático restaurante
a beira da
estrada de nome Graal, comida
maravilhosa um lugar
simpático limpo e
com um lindo
carro dos anos
50 enfeitando a
entrada, onde todos
nós tiramos fotos.
Finalmente chegamos
em Santa Rita onde
fomos recebidas pela
produtora Mirella Spadon ,
pessoa linda sempre
sorridente e espirituosa além
de muito eficiente,
ficamos sabendo que
a cidade estava
completamente lotada de
convidados para as
festividade, então fomos hospedadas
pela ED MOREUY , esposa do
ator MAURICIO MOREUY, que
veio filmar aqui
o primeiro faroeste
brasileiro ( da
terra nasce o ódio
) se apaixonou casou
e aqui morreu
junto de sua
amada.
Fazenda maravilhosa
que ED administra sozinha , fomos acomodadas
cada uma em
uma suíte confortável com uma vista linda,
as quatro reunidas
estouramos um espumante
que estava a
nossa espera, brindamos ao
sucesso do filme
e da vida, e
demos muitas gargalhadas, a noite
o carro veio
nos pegar para
nos levar para jantar no RESTAURANTE
IZAKAYA DINNING BAR
do simpático e generoso
MAKOTO NISHIOKA também
um colaborador para
que esta obra
pudesse ser realizada.
Sexta feira,
finalmente a noite
mais esperada por
toda a cidade,
todos prontos e apreensivos, a
grande prova de
fogo , o julgamento de
toda uma cidade e a maioria colaboradores, alguns
ate com dinheiro,
chegamos no imponente
cine teatro MARIO COVAS,
que já estava
lotado com as
autoridades todas presentes,
também a neta
de ZEQUINHA DE
ABREU , Sr. Leila de Abreu, um
amor, uma senhorinha
muito meiga, que
me lembrou a
minha personagem DURVALINA que
deve ter sido
assim, meiga, digna
e forte, exatamente
como a construí .
Inicio da
cerimonia , o CARLO
MOSSY diretor e
produtor se dirige
ao palco e
faz um discurso ,
chama o prefeito
para apresentar o
filme e dar
inicio a exibição,
silêncio absoluto na
plateia, com o
coração na boca
vejo desfilar diante
dos meus olhos
as imagens de
uma pessoa na
tela que não
se parece comigo,
olho como se
fosse outra criatura,
uma mulher madura,
que canta, fala,
mas não e
mais a atriz
Rossana Ghessa de que eu
me lembrava, esta
atriz que eu
vejo é consciente
do seu potencial
de interpretar uma
DURVALINA meiga, feliz,
apaixonada pelo ZEQUINHA
e despojada de
vaidade, a sua
beleza vem do
seu interior, do
amor imenso que
tem pelo marido e
filhos e da
sua generosidade, força
e abdicação na luta
do dia a dia,
para a felicidade
de todo, fico
feliz de ver
que dei conta
da minha tarefa
como interprete.
Termina a
exibição e para
minha surpresa o
publico se levanta
e por quase
dois minutos aplaude
e grita bravo,
me emociono ate
as lagrimas que
trato de secar
rapidamente antes que
alguém se de
conta do vexame ,
afinal são 61 filmes de
experiência e eu
estava me comportando
como uma estreante,
ganhamos presentes do
comercio local e
lindas flores, que
a DURVALINA pediu
licença para oferta-las
a minha a
neta , no momento
que ela recebeu
as flores disse
no meu ouvido
( você está linda vovó
) e ambas caímos
numa gostosa gargalhada.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
F E S T I V A I S
Hoje vou dar uma
folga
as historias dos filmes
e falar um
pouco dos festivais
maravilhosos de que participei representando o Brasil
em vários lugares
do mundo.
Eu sei que
já falei de alguns, mas
como não pretendo
seguir uma ordem
de datas, vou começar pela
Semana do Cinema
Brasileiro em Napoli,
na Itália, minha
terra natal.
Quando fui convidada, ANA TERRA
estava no
auge de sua
carreira comercial, tinha
estreado em Porto Alegre com grandes filas, então claro que ele era um dos
filmes convidados, os
outros eram Lucíola
e Pureza Proibida, a
mostra tinha a
duração de uma
semana , e três dias
eram meus, nos
outros dias restantes,
passou um filme
de Gerson Tavares, diretor
muito talentoso , meu
amigo presente no
evento, também foram convidados os
sambistas da Escola
de Samba da Mangueira com
a presença marcante
do Jamelão.
Acabei sendo a
atração principal do
acontecimento, motivo pelo
qual fui muito assediada por
jornalistas , fotógrafos e
agentes , um deles
que queria me
contratar a qualquer
custo, chegou a
inventar uma historia absurda
“ queria que
eu confirmasse numa
entrevista coletiva que
eu tinha sido
a namorada do
filho do Onassis*
que tinha acabado
de morrer em
um acidente aéreo “
é claro que
a coisa era
tão bizarra que
fiquei chocada de
ver a que
ponto um agente
mente para promover
na mídia a
sua contratada, mas como
eu não tinha
assinado nada, quando
perguntada , respondi
que nem sequer
conhecia o pobre
morto, o tal
do agente decepcionado
me disse depois
que no mundo
das estrelas tinha
que se inventar historias
para chamar a
atenção da mídia
e mantê-la interessada o
maior tempo possível.
Foi quando entendi
que a maior
parte das coisas
que são publicadas
a respeito de
estrelas internacionais é
pura invenção.
Na abertura passou
Lucíola e depois
teve uma linda recepção com
a apresentação do
Jamelão e as
passistas da Mangueira
dançando samba com
aqueles biquínis lindos
coloridos, e as mulatas
lindas com corpos esculturais
que deixaram a
plateia completamente enlouquecida,
os napolitanos ficaram
loucos com a
voz poderosa do
Jamelão a batida
do samba e
o rebolado das
sambistas.
Eu estava hospedada
num hotel em
uma avenida a
beira mar, a
festa acabou tarde
e me deixaram
no hotel as três horas da
madrugada, estava cansada
e tratei de
me arrumar para
cair na cama,
quando de repente
no silencio da
noite uma voz
linda se ouvia
a distancia, mas
foi se aproximando
cada vez mais,
não resisti a
curiosidade e abri
a porta da
varanda , quando sai me
deparei com um
luar deslumbrante refletido
no mar, era
de uma beleza
incomparável, olhei para
a rua e lá estava
o cantor, sozinho
caminhando e cantando
a plenos pulmões , parecia cena
de filme, eu fiquei
emocionada até as
lagrimas, conheço a
musica que ele
cantava , e triste
porque fala de
amor e solidão,
nas noites seguintes
fique esperando o
cantor misterioso mas
não voltou mais.
Finalmente
chegou o dia
do encerramento, o mestre
de cerimonias começou
falando que o Brasil tinha
dado pra ele
a Florinda Bolkan
mas a Itália tinha
dado ao Brasil
a Rossana Ghessa,
e ai fui
chamada para subir
no palco, quando
me levantei comecei
a andar , a
minha caminhada até a
escada a orquestra
tocou o Hino
Brasileiro, e quando
comecei a subir
a escada começaram
a tocar o
Hino Italiano , eu
fiquei de tal
forma emocionada, que
as lagrimas que
tentava segurar em vão
, formavam uma
cortina de agua
diante dos meu
olhos, e quando
convidada a falar
não consegui mal e porcamente
emitir um som,
que aos meus
ouvidos pareceu um
(molte grazie)**. Fui
homenageada com o
Premio da Crítica
Cinematográfica, e o Premio da Imprensa Italiana,
voltai para o Brasil com
uma enorme taça
que por não caber
na mala tive
que trazer nos
braços, pagando o
maior mico.
Observações:
*Alexander S.
Onassis - filho do magnata grego Aristóteles
Sócrates Onassis e de sua primeira esposa, Athina "Tina" Livanos, irmão de Christina
Onassis, morreu em 1973 num acidente aéreo no aeroporto de Atenas, aos vinte e quatro anos.
** molte
grazie – muito obrigado em italiano
terça-feira, 26 de agosto de 2014
P A Y B O Y
P A Y B O Y
Quando fui convidada
pela revista playboy para
posar despida, fiquei na
duvida se devia
aceitar, não pela nudez
do ensaio, mesmo porque a
minha nudez já
tinha sido mostrada
em vários filmes, mas
porque meu filho
era pequeno, não demoraria
a estar frequentando o primeiro
ano e eu sei
que as crianças
costumam ser muito
cruéis.
Fernando de Barro,
diretor que me tinha dirigido em LUA DE MEL E AMENDOIM era
que iria dirigir
o ensaio, conversamos muito,
me garantiu que
não mostraria mais
do que já
tinha sido mostrado
nas telas dos
cinemas, que tinha
muitas formas de se
mostrar um belo
corpo nu, tanto
que quase todos
os pintores através dos
tempos sempre retrataram
e continuarão a
pintar lindas mulheres
nuas, porque um nu
e uma das
mais belas obras
de arte que
a natureza produziu
e a mão
do homem continua
a reproduzir ate
hoje, seja em telas,
em fotos ,
em cenas eróticas
no cinema, no teatro
e ate na
TV. A verdade
e que, quando
Deus resolveu criar
o homem e
a mulher ele
devia estar muito
inspirado.
Espero que as
minhas fotos possam
ser apreciadas como
obras de arte,
porque elas retratam
além de mim todo o
trabalho de uma
equipe que se
uniu para fazer
um trabalho maravilhoso ,
só me resta
agradecer a esses
profissionais que contribuíram
pra melhorar o que a
natureza me deu
e meu muito
obrigada em memoria
ao FERNANDO DE
BARROS.
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