sexta-feira, 26 de julho de 2013

FOTO ROSSANA GHESSA E SEU FILHO ROMULO


LUCIOLA O ANJO PECADOR PARTE II – O NASCIMENTO DE ROMULO



Antes de nos levarem para o Hotel, na espera de que consertassem as turbinas, estávamos num jumboda Air France e duas turbinas tinham pifado, resolveram servir o jantar...mas se a razão foi de acalmar os passageiro, não funcionou, somente lá pelas duas da madrugada chegamos ao Hotel Meridiam.


Eu estava cansada e fui dormir quase que imediatamente. Acordei as 6:30 morrendo de cólicas, como não queria dar uma de fresca fiquei suportando a dor, ate que me dei conta que o lençol estava molhado, bom, claro que ai fiquei apavorada, e se estivesse perdendo o bebe? Seria uma tremenda irresponsabilidade da minha parte, olhei as horas, já eram oito da manhã, então liguei para minha casa, atendeu a minha secretaria, assustada perguntou se já tinha chegado em Paris.


Pedi que ligasse para o Dr.Ciril, e contasse o que tinha acontecido,quinze minutos depois o medico ligou edisse.


“-Não meche músculo, estou indo te buscar em mais ou menos quarenta minutos”.


Fui resgatada e carregada direto para a minha cama, depois de me examinar vaio o veredito :


“- Você fez uma fissura na bolsa de agua, se ficar quietinha vai cicatrizar e tudo ficará bem, não pode se levantar para nada, entendeu?”


Eu tinha entendido sim, mas a minha mala, passaporte tudo foi parar em Paris...


Estava chateada, euqueria muito ir, fiquei sabendo depois que o filme que estrelei, LUCIOLA O ANJO PECADOR foi um grande sucesso no Festival deTeerá, as entradas foram vendidas a 80 dólares e as filas faziam voltas no quarteirão.





Depois de três dias quieta, não estava sentindo mais nada, ai conclui que estava tudo bem, me levantei,tomei um belo banho, estava pronta para sair, fui ate a sala falar com a Wanda minha secretaria e derepente a bolsa acabou de arrebentar, foi um corre,corre danado, mas não teve jeito, meu filho Romolo nasceuas 20horas...

domingo, 21 de julho de 2013

LUCIOLA E O PALÁCIO

Hoje quero falar um pouco de LUCIOLA O ANJO PECADOR, um filme lindo, que teve a produção muito bem cuidada, tanto nos figurinos quanto no décor e tinha uma equipe só para cuidar do guarda-roupa, que era maravilhoso. O filme teve a cena do baile filmada num palácio lindo, cedido pelo governo por apenas 24h, tempo que tínhamos que liquidar todas as cenas que se passavam ali, foi uma grande pauleira, lembro que a ultima cena, eu descia uma escada, estava cansada, o dia inteiro correndo, troca de roupas, penteado, a equipe de iluminação muda a luz, enfim um estresse de matar.

Pronta finalmente para rodar, de pé no topo da escada o diretor (Alfredo Starnheim) grita: Ação, eu começo a descer as escadas, mas de repente tudo escurece, desmaio e rodo escada abaixo, felizmente não aconteceu nada, a roupa de época amorteceu a queda e não me quebrei toda, coisas que fazem parte do trabalho...

O filme foi indicado para o festival de Teerá, isto foi em 1975 ainda na época do Xá Reza Parlev, mas na data eu estava gravida de 8 meses, fato que me impedia de viajar de avião, eu não ia me deter por causa disso, fui no meu medico pedir autorização, que claro que não deu, eu então peguei o assistente dele e fiz com que assinasse a autorização, enfim pronta para ir, me mandei para o aeroporto, foi um tal de sobe atestado pra lá vai atestado pra cá, ate que embarquei, mas os problemas ainda não tinham terminado.

Já estávamos sobrevoando o Atlântico, quando o comandante avisou: Senhoras e Senhores passageiros, por problemas técnicos estamos regressando para o Rio de Janeiro. Walter Kury, já tinha tomado remédio para dormir e estava completamente apagado como o resto da delegação, acordadas só eu e Kaite Hassem que começou a chorar dizendo que não queria morrer, eu não estava nervosa, mas estava pensando no meu bebe, que dava pulos dentro da minha barriga, o avião fazia tanto barulho que achei que não ia conseguir pousar, mas apesar de meio avião pendurado na cabeceira da pista, paramos.

Fomos todos levados para o Hotal Meridiam, no dia seguinte seriamos embarcados diretamente, para seguir viagem...

continua....

Dedico a Todos os Amigos e Amigas

Já que essa data não é explorada comercialmente, dá ânimo escrever sobre ela.
Este poema de Charles Chaplin retrata, para mim, o Dia do Amigo. Sendo assim, receba-o como um véu de esperança em dias melhores, entre nós, humanos, e:
FELIZ DIA DO AMIGO!!


"Que me olhe nos olhos quando falo.
Que ouça as minhas tristezas e neuroses com paciência.
Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado; alguém Amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso.
Neste mundo de céticos, preciso de alguém que creia, nesta coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível de encontrar: A Amizade.
Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.
Preciso de um Amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida.
Mesmo que isto seja pouco para as suas necessidades.
Preciso de um Amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo:
Nós ainda vamos rir muito disso tudo!

Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher o meu Amigo.
E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela..."

domingo, 30 de junho de 2013

O Estrangulamento

Os acontecimentos paralelos a uma filmagem, são muito e de vario tipos, este do Mstr.Levim, na época foi estressante, mas agora olhando com o distanciamento do tempo, e engraçado, já o que aconteceu durante as filmagens de Ana Terra, por pouco não se tornou uma tragedia.
Estávamos em Cruz Alta a cidade do Erico Veríssimo, em 1971 ainda não havia estrutura na cidade,no hotel que nos hospedamos tínhamos que fazer fila pra poder tomar banho, tudo era muito simples,
a cidade cenográfica ficava a 30km de distancia e para aproveitar a luz bonita da manhã, acordávamos
as 5h, tínhamos ainda que enfrentar uma estrada de terra que quando chovia se atolava e ficava difícil demais, se a chuva durasse mais que um dia, a estrada ficava in trafegável.
Mas chegou o dia que devíamos filmar, a curra que a Ana sofre , o ataque violento dos bandoleiros de fronteira como eram chamado, havia a cena que a Ana acorda depois do desmaio, e o que vê
os pais mortos a casa em chamas e o irmão enforcado, me lembro de olhar para a cara do ator que
fazia o papel e pensar ( caramba! como ele está bem, que interpretação, parece ate que é de verdade!)
o pior é que era: quando se faz uma cena de enforcamento, se coloca uma especie de cinto, como esses que hoje se usa para escalada ou outro esportes perigosos para segurança, a diferença e que te um gancho atrás nas costas na altura do pescoço por onde se coloca a corda que passa pelo pescoço
para parecer que a pessoa está enforcada, só que, apertaram demais esta parte e o ator estava enforcado de verdade, como estava com as mãos amarradas atrás e a corda em volta do pescoço não lhe permitia falar, quando o diretor gritou corta, e foram tirar o rapaz, estava inconsciente e sem pulso,foi um sufoco reanima lo, quase que o pobre morre de verdade.
Por hoje basta, mas vou contar mais 2 episódios que também aconteceram durante as filmagens de
Ana Terra.

beijos

Rossana Ghessa

sexta-feira, 28 de junho de 2013

MINHAS CHANCES DE IR PARA HOLYWOOD ACABARAM NAQUELA MANHÃ... ou QUELE DO PAJEÚ E O TAPA NA COXA – PARTE 2



Sem responder uma palavra, e furiosa de raiva, me levantei e fui para a porta do restaurante pegar um taxi, a Rany veio atrás e fomos embora juntas, estávamos hospedadas no hotel Jaraguar, um que fica ao lado do jornal Estadão, claro que ela tentou me acalmar dizendo que ele estava bêbado e etc.

Tomei um belo banho e fui dormir acreditando que tinha me livrado do grosseirão, mas quase de manhã acordei com alguém esmurrando a minha porta aos gritos: ”- Niña abre la puerta, quiero hablar contigo: “- assustada liguei para a portaria pedindo por favor que tirassem o louco que queria invadir o meu quarto, foi um escândalo, vieram os seguranças e tentaram de todos os jeitos tira-lo da minha porta, mas não conseguiram, então liguei para o quarto da Rany, que veio correndo, dai ela bateu na porta me chamou e disse que ele só queria se despedir, confiante na proteção da querida Rany abri a porta.

Mr.Levim, todo emocionado, pegou as minhas mãos, beijou e disse: “-Quiero darte un regalo para que te recuerdes de mi” e me deu um par de brincos que tenho ate hoje.

Bem...Ele cumpriu a promessa... e o filme foi distribuído no mundo todo, mas as minhas chances de ir para Hollywood acabaram naquela manhã.



PS: peço desculpas aos Hispânicos, não sei escrever o Espanhol corretamente.



Besos



Rossana Ghessa.